Categoria: Tantas músicas, tão pouco tempo… (Page 13 of 15)

Legião Urbana.

Depois de mudanças e mudanças nos últimos meses, descanso… Pouco, porque a “Economia”* não me deixa. Mas hoje, há tempos, muito, estou escutando Legião Urbana… E de repente, me veio a cabeça por uma música aqui… Podia ser “Índios”, e de fato ia ser. Até que escutei outra… E acho que convém mais. Então que seja “Pais e Filhos”, que seu Miranda (meu pai) veio me visitar por esses dias. Creio que foi uma experiência completamente fora do comum pra ele, e pra mim também…

http://www.youtube.com/watch?v=C7bK9sCkLsQ

*Economia é uma das matérias nas quais tenho que ser aprovado aqui. Saco… =D

Simon e Garfunkel…

Ana estava se formando… Logicamente naquelas épocas, tinha já outras preocupações.

Eu de minha parte, tinha uma preocupação, dormir sempre no quarto dela, no colchão que colocava do lado da cama, pra adormecer com ela escutando “aquelas” músicas… Era uma fita cassete, que começava com “Terra” do Caetano, depois tinha uma overdose de Simon e Garfunkel, e acabava com alguma música do Sting.

Eu tinha mais ou menos a idade que Pepê tem hoje, e qual não foi minha surpresa ao descobrir que ela ia embora morar no Recife, na minha cabeça (até hoje), na casa de Tia Stela e Tio Louro. Eu tinha naquela época um tesouro de valor incalculável, eram cinco carrinhos do Snoopy:

Carrinhos do Snoopy

Eu dei um daqueles carrinhos a ela de presente, o amarelo do guincho.

E depois pedi o que pra mim era seu maior tesouro! =)
A fita com as músicas de dormir! Não, ela não me deu a dela, ao invés, compramos uma fita nova, e saímos, de casa em casa, buscando seus amigos, e gravamos uma fita nova, igual, pra mim. Foi essa mesma fita, que escutava sempre, quando papai ia me deixar ou buscar no colégio, o que acontecia com frequência, quando estudava no Redentorista, já anos mais tarde.

Então, também comecei a gravar fitas…

Pink Floyd…

Há, claro, a versão acústica, nova, cheia de pra quê isso, com David Gilmour ganhando uma grana honesta em cima de sua composição junto a Waters…

Não, não é essa versão, a “minha” versão, é a que eu escutei pela primeira vez, junto a um ainda Shampoo, empolgado pela música que começava com um radinho de  pilha… E lá em casa tinha um… Verde, desses que se pegava com uma mão apenas, acredito eu que servisse para ser levado ao campo, mas essa é uma impressão de meus anos atuais, naquela época era o radinho de pilha verde que rolava pela casa.

Pra mim, era naquele radinho que a música começava. Era ele ligado perto do microfone, onde depois de desligado, começava a música que empolgava Shampoo e seus amigos… E que anos mais tarde, também me empolgou.

Anos sem postar!

Depois de anos relapso com o blog, uma das resoluções pra 2013, é começar a postar de novo (será????)… Mas bem… Para comemorar a foto com FH postada no facebook, nada melhor que uma música em francês né… Porque… Né?? =D

Pois muito bem, ai vai… Impossível escutar e não lembrar de Recife, ainda que as margens do Capibaribe e do Beberibe não sejam assim, urbanizadas, como as do Sena… Mas vai assim:

http://www.youtube.com/watch?v=9AgFQmZi5lg

A música de Jorge Drexler…

Outro dia conversava com um amigo sobre a qualidade músical brasileira, a dos dias atuais e a de antes… Conclusão comum, foi que quanto mais elaborada a música menos simpatizantes tinha. Assim, a música clássica, brasileira ou não, estava sempre fadada a pequenos nichos de “entendidos”, onde por mais que se queira entrar, é muito díficil, por desconhecimento técnico mesmo.

Saltando um bocado do clássico, tem outros estilos, cada vez mais com divisões e subdivisões rotulares que mais me confundem do que auxiliam, música popular, worldmusic, samba, jazz, blues, rock and roll, heavy metal, bossa nova, manbo, a lista é imensa, e veja desse começinho, se captula uma coisa, escuto música daqui, da américa latina, e música em inglês, que toca e é vendida no mundo todo.

Nesse ponto disse a ele que estávamos mal acostumados, com uma música que já não se valorizava mais por aqui, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Antonio Carlos Jobim, Toquinho, Paulinho da Viola, essa lista também é imensa… E vou parando pra não cometer mais injustiças do que já cometi. Mas certo é que estavamos acostumados a uma qualidade musical extraordinária. Coisa difícil de se conseguir não só aqui, mas em qualquer lugar do mundo. Manter isso é praticamente impossível. E eis que hoje, não é que tenhamos música ruim, ou só música ruim, temos sim, é a realidade de não ter mais um Tom Jobim a nos encantar.

Me lembro de uma ocasião, provavelmente num filme sobre a bossa nova chamado “Coisa Mais Linda”, vi um caso em que Jobim conversava com alguém e, este lhe perguntava:

“- Rapaz, você tem músicas entre as mais tocadas do mundo! Concorrendo com os Beatles, explica como é isso, como se sente!!”

E ele respondia com calma, e mesmo sem dar muita impotância:

“- É, mas eles são 4…”

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